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Realizado em Ajuricaba, nos dias 27 e 28 de Setembro, o IV
Seminário Regional de Aqüicultura, I Seminário
da Pesca de Água Doce e a I Mostra Tecnológica
da Aqüicultura reuniram pesquisadores, produtores, pescadores,
entidades de classe, universidades e poder público
para discutir os desafios emergentes na gestão da Aqüicultura
e Pesca. O evento foi uma promoção do Pólo
de Aqüicultura da Macrorregião Norte do Estado
do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal de Ajuricaba, Emater
e Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento
Regional – IPD/FIDENE, com apoio da Secretaria Especial
de Aqüicultura e Pesca do Governo Federal – SEAP.
A partir das reflexões e debates realizados nos dois
dias de evento, o Pólo de Aqüicultura e Pesca
divulga esta semana um documento contendo os principais encaminhamentos
do seminário. Para o coordenador geral do Pólo,
Laudir Auozani, o seminário significou o início
de um processo de consolidação das atividades
para as atividades da piscicultura e pesca, definindo um conjunto
de ações que fortalecem toda a cadeia produtiva
do peixe, que vai da pesquisa à mesa do consumidor.
Dentre estas ações destacam-se a implementação
do licenciamento ambiental, a sustentabilidade da bacia hidrográfica
do Uruguai, a profissionalização dos produtores,
a conquista de novos nichos de mercado e a demanda por pesquisas.
O modelo de licenciamento ambiental da piscicultura, tema
prioritário do Pólo de Aqüicultura e Pesca
desde o início de suas atividades, está pronto,
com base no trabalho desenvolvido pela UNIJUI, em convênio
com a Prefeitura Municipal de Ajuricaba, a COOPRANA e FEPAM.
A liberação definitiva, porém, depende
do compromisso que será firmado entre a COOPRANA (unidade
integradora), a FEPAM e o Ministério Público
Estadual. O licenciamento, demanda prioritária dos
produtores, além de regulamentar as unidades produtivas,
irá beneficiá-los com a redução
dos custos, além de permitir acesso a linhas de crédito
pra o setor.
A Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai também foi
assunto de debates entre os participantes do Seminário,
que demonstraram preocupação com as novas Usinas
Hidrelétricas que estão em fase de projeção,
atentando para os impactos ambientais e sociais resultantes
da construção destas usinas, como o a população
que será atingida, a mata encoberta pelas águas
e a economia agrícola da região. Neste sentido,
foi proposta a organização de um Fórum
de Sustentabilidade da Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai,
com o objetivo de conhecer e discutir os diagnósticos
e os projetos das novas usinas hidrelétricas. Ainda,
a preocupação com a regularização
da pesca, a sobrevivência dos pescadores e população
ribeirinha da Bacia do Rio Uruguai foi abordada, sendo sugerida
a criação de um Fórum dos Pescadores
da Bacia do Rio Uruguai para a busca de solução
para melhoria da qualidade de vida dos pescadores e população.
Além disso, os participantes sugerem a realização
de estudos a cerca dos impactos de todos os tipos de utilização
do rio e sua bacia e avaliação das espécies
em perigo de extinção.
Destacam-se ainda, os debates sobre a profissionalização
da aqüicultura, através da promoção
de cursos técnicos e de capacitação para
pescadores e produtores, realização e divulgação
de estudos e pesquisas na área, além do incentivo
à organização dos piscicultores em cooperativas.
O mercado do peixe também foi pauta de discussões,
destacando-se a preocupação com a divulgação
da carne de peixe, seus benefícios à saúde,
e a busca por parcerias com empresas e poder público
para a inserção da carne de peixe em merendas
e refeições.
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